sexta-feira, 24 de abril de 2009

Partes diferentes...


A parte branca representa o objetivismo, a impessoalidade que eles tinham e a preta representa a miséria, os marginalizados e tendo base de tudo como uma forma de dizer que ao contrário do Romantismo o Realismo e o Naturalismo tratava a mulher como forma de prazer, ter o corpo e depois jogar fora...

Poesia

Soneto de Amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
(José Régio)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poesia

Horas vivas

Noite: abrem-se as flores . . .
Que esplendores!
Cíntia sonha seus amores
Pelo céu.
Tênues as neblinas
Às campinas
Descem das colinas,
Como um véu.

Mãos em mãos travadas,
Animadas,
Vão aquelas fadas
Pelo ar;
Soltos os cabelos,
Em novelos,
Puros, louros, belos,
A voar.

— "Homem, nos teus dias
Que agonias,
Sonhos, utopias,
Ambições;
Vivas e fagueiras,
As primeiras,
Como as derradeiras
Ilusões!

— "Quantas, quantas vidas
Vão perdidas,
Pombas mal feridas
Pelo mal!
Anos após anos,
Tão insanos,
Vêm os desenganos
Afinal.

— "Dorme: se os pesares
Repousares,
Vês? — por estes ares
Vamos rir;
Mortas, não; festivas,
E lascivas,
Somos — horas vivas
De dormir. —"
(Machado de Assis)

Música


Anjos das ruas (Rosas de Saron)


Andando pelas ruas
Eu vejo algo mais do que arranha-céus
É a fome e a miséria
Dos verdadeiros filhos de Deus
Vejo almas presas chorando em meio a dor
Dor de espírito clamando por amor

Anjos das ruas
Anjos que não podem voar
Pra fugir do abandono
E um futuro poder encontrar
Anjos das ruas
Anjos que não podem sonhar
Pois a calçada é um berço
Onde não sabem se vão acordar

Às vezes se esquecem que são seres humanos
Com um coração sedento pra amar

Vendendo seus corpos por poucos trocados
Sem medo da morte o relento é seu lar
Choros, rangidos, almas pra salvar

Diferenças entre Realismo e Naturalismo


Realismo


- Forte influência da literatura de Gustave Flaubert (França).
- Romance documental, apoiado na observação e na análise.
- A investigação da sociedade e dos caracteres individuais é feita “de dentro para fora”, por meio de análise psicológica capaz de abranger sua complexidade, utilizando a ironia, que sugere e aponta, em vez de afirmar.
- Volta-se para a psicologia, centrando-se mais no indivíduo.
- As obras retratam e criticam as classes dominantes, a alta burguesia urbana e, normalmente, os personagens pertencem a esta classe social.
- O tratamento imparcial e objetivo dos temas garante ao leitor um espaço de interpretação, de elaboração de suas próprias conclusões a respeito das obras.


Naturalismo


- Forte influência da literatura de Émile Zola (França).
- Romance experimental, apoiado na experimentação e observação científica.
- A investigação da sociedade e dos caracteres individuais ocorre “de fora para dentro”, os personagens tendem a se simplificar, pois são vistos como joguetes, pacientes dos fatores biológicos, históricos e sociais que determinam suas ações, pensamentos e sentimento.
- Volta-se para a biologia e a patologia, centrando-se mais no social.
- As obras retratam as camadas inferiores, o proletariado, os marginalizados e, normalmente, os personagens são oriundos dessas classes sociais mais baixas.
- o tratamento dos temas com base em uma visão determinista conduz e direciona as conclusões do leitor e empobrece literariamente os textos.

Primo Basílio


O Primo Basílio (Eça de Queiróz)


A história, banal, passa-se em Lisboa. Luísa, a heroína, vive com o marido Jorge uma existência pequeno burguesa: uma vida de ócios, leituras românticas e serões com amigos. Entre estes, destaca-se a figura caricata do conselheiro Acácio, que prefere discursos empolados, cheios de retórica, porém vazios de significado, beirando o ridículo. Há também um colega dos bancos escolares de Jorge, o Sebastião; Dona Felicidade, solteirona entrada em anos, apaixonada pelo conselheiro, e Leocádia, amiga de costumes liberais, cuja companhia Jorge não vê com bons olhos. Mora na casa uma empregada, Juliana, criatura adoentada e ressentida com a vida.

Luíza quando moça namorara um primo, Basílio, que viera ao Brasil e nunca mais lhe enviara notícias. Ocorre que, certo dia, estando Jorge em viagem, reaparece em Lisboa, de passagem e entediado, Basílio, que resolve verificar se a priminha de outrora continua bonita e se poderia lhe servir de alívio às necessidades sexuais. Seduzida pelo belo primo, por quem se reacende o antigo afeto, Luísa trai o marido, deixando pistas ao alcance da criada Juliana. Senhora do segredo da patroa, Juliana vê aí a oportunidade de fazer o seu pé-de-meia e garantir uma velhice mais confortável. Dispõe-se a chantagear o casal, porém Basílio, estando já de partida, deixa a prima sozinha para resolver a difícil situação. Sem dinheiro próprio, Luísa tenta acalmar a criada dando-lhe boas roupas, jóias e alguns trocados, além de escrever desesperadas cartas ao primo, solicitando dinheiro. Jorge, ao voltar da viagem, acha muito estranho o comportamento da criada, que passa as tardes a dormir alegando cansaço e recebe inusitados favores de Luisinha. Na esperança de receber algum dinheiro e para não despertar as desconfianças do patrão, Juliana se contém. Luísa, em desespero, confessa o caso ao Sebastião, que se dispõe a ajudála. Em uma noite em que o casal vai ao teatro, Sebastião ameaça Juliana e consegue reaver a carta comprometedora. Juliana, contudo, morre de emoção. Luísa recobra a alegria, retoma a vida habitual, até que chega de Paris uma carta endereçada a ela de Basílio, desculpando-se pelo atraso da demora e prontificando-se a comprar o silêncio da criada. Ora, quem recebe e lê a carta é Jorge, que, em recente conversa com os amigos, afirmara que mulher adúltera não recebe perdão; a sua, dizia ele, seria posta porta afora sem perdão. Luísa, apavorada ao ver a carta nos mãos do marido, desmaia e cai severamente doente. De nada adianta Jorge garantir-lhe, a chorar, que a perdoa. Luísa, abalada por tantos meses de sofrimento, morre. Jorge muda-se de residência. Algum tempo depois, voltando a Lisboa, Basílio vê a casa vazia e é informado da morte da prima. Recebe a notícia com indiferença, e cinicamente concorda com o comentário do amigo que o acompanha: que Luisinha, aliás, pouco valia e o jeito é procurar uma outra mulher...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Realismo e Naturalismo


O realismo é um movimento artístico que marca o século XIX e tem como principal meta retratar os problemas sociais e políticos presente no seu cotidiano. O objetivismo é uma das características obtidas no Realismo, enquanto a idealização individual do ser humano deixa de ser o foco principal dos seus autores. O realismo representa uma reação ao subjetivismo do romantismo. Por ser tão objetivo, muitas vezes ele consegue ser confundido com o naturalismo.



Tendo como principais representantes em todo o mundo (e suas principais obras):

*Gustave Flaubert – Madame Bovary
*Eça de Queiroz – O Primo Basílio
*Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas
*Aluisio de Azevedo- O Cortiço